Vereador presta solidariedade a voluntários de paróquia impedidos de entregar sopa a pessoas em situação de rua

Bruno Farias (Cidadania) defendeu que a Prefeitura deveria ter reunido entidades filantrópicas para combinar a melhor forma de realizar o trabalho de doação de alimentos

O vereador Bruno Farias (Cidadania) prestou solidariedade a um grupo de voluntários, da Pastoral da Paróquia de Nossa Senhora das Neves, responsável pela distribuição de sopa a pessoas em situação de rua na Capital. Segundo o parlamentar, foi violenta e insensível a interrupção da ação filantrópica, na Praça João Pessoa, durante a noite desta segunda-feira (4), por agentes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Guardas Municipais. O assunto permeou o discurso do parlamentar na sessão ordinária desta terça-feira (5), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

Na ocasião, Bruno Farias relembrou trechos da nota divulgada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) a respeito da intervenção, que recomendou parar a distribuição de alimentos. “Foi realizada excepcionalmente nesta segunda-feira (4) e restringiu-se apenas à Praça João Pessoa, onde foi realizada uma operação da GM e da Sedurb, depois de recorrentes denúncias de vandalismo, tráfico de drogas e de exploração sexual. No local, foram encontradas armas brancas, objetos perfurantes e fogareiros que poderiam colocar em risco a integridade de quem circula na área”, relatou Bruno.

De acordo com parlamentar, a nota não abordou que a suspensão ad trabalho dos voluntários também ocorreu no Ponto de Cem Réis, no Centro da Capital. Além disso, Bruno Farias alegou que o informe enquadraria facas e demais ferramentas utilizadas pelos voluntários como objetos desencadeadores de qualquer ato de delinquência.

“A Prefeitura poderia ter chamado a Pastoral das Pessoas em Situação de Rua da Arquidiocese da Paraíba para falar da situação e combinar como seria realizado o trabalho. É preciso haver mais envolvimento. Pessoas saíram de casa, prepararam alimentos voluntariamente, foram às ruas ajudar cidadãos e foram surpreendidas com uma ação tão bruta. Minha solidariedade a todas as entidades que realizam esse tipo de trabalho. Meu repúdio pelo ato violento e pela nota insensível emitida pela Prefeitura”, lamentou Bruno Farias.

Em função das denúncias recebidas e do material apreendido, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) vai se reunir com a Pastoral, nesta sexta-feira (8), para definir um novo espaço de doação.

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Assessoria

Com mais de 43 anos prestados à radiofonia paraibana, o radialista Cardivando de Oliveira iniciou a carreira em plena ditadura militar. Apresentador do programa BOM DIA PARAÍBA, na rádio Sanhauá, Cardivando é dono de uma audiência invejável.Cardivando Cavalcante de Oliveira, pessoense, radialista com mais de 50 anos prestados ao radialismo paraibano, iniciou a carreira no ano de 1964, em plena ditadura militar, no bairro da Torre, como locutor da Difusora Luso-brasileira, pertencente ao radialista Manoel Alexandre.Âncora do programa BOM DIA PARAÍBA, apresentado pela rádio Sanhauá, na freqüência AM 1.280, Cardivando foi o comunicador pioneiro, a colocar o ouvinte no ar através do telefone. No seu programa, são abordados diversos temas sempre com a participação do ouvinte. Dono de um estilo singular de fazer rádio, Cardivando de Oliveira é o criador do bordão: "Tu cai daí", ora utilizado por ele, sempre que um ouvinte comete um deslize, ou exagera num determinado comentário.

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