Casa Mãe Bebê é espaço de acolhimento e assistência humanizada

O momento da alta hospitalar é um dos mais esperados para todos os pacientes, principalmente para as mães que acabaram de ter filho. Mas para algumas famílias esse momento nem sempre acontece de forma rápida. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) dispõe de uma casa de acolhida para receber as mães de bebês prematuros ou com alguma patologia que requer um cuidado especial ainda no Instituto Cândida Vargas, a Casa Mãe Bebê.

A Casa acolhe as mães de bebês recém-nascidos no Instituto Cândida Vargas (ICV). “A intenção da Casa Mãe Bebê é desospitalizar a mãe que está em longa permanência hospitalar, que precisa receber alta, mas ainda precisa acompanhar o filho que por motivos de saúde necessita continuar no ambiente hospitalar”, explica a diretora Multiprofissional do ICV, Lisieux Pires.

“Ofertamos o cuidado humanizado para que o vínculo de mãe e filho não seja quebrado por conta de uma internação prolongada e, ao tirarmos a mãe de dentro do hospital, essa mãe apresenta uma rápida melhora em sua recuperação pós-parto”, conclui Lisieux Pires.

Casa Mãe Bebê de João Pessoa é a primeira casa de acolhida entre todas as capitais do Nordeste, de acordo com o que preconiza o Ministério da Saúde. A Casa possui 17 leitos que atendem as mães em forma de rodízio e desde a inauguração, em fevereiro deste ano, já acolheu cerca de 50 mulheres.

Uma das mães acolhidas pela Casa é Tatiana Batista, natural de Campina Grande, mãe do pequeno Ryan de 1 mês, que nasceu com cardiopatia. Tatiana está na Casa Mãe Bebê desde o 5° dia após o nascimento do seu filho.

“Devido à doença do meu filho, viemos transferidos para João Pessoa assim que ele nasceu para que pudesse ter a assistência que precisa, e ainda bem que eu pude ser acolhida pela Casa, pois não temos ninguém conhecido em João Pessoa. Além disso, estamos sendo muito bem cuidados, meu filho no hospital e eu na casa. Na gravidez, fiquei hipertensa, então até da minha saúde eles cuidam, não é só um espaço para ficar enquanto meu filho está no hospital e eu sou feliz demais por estar tendo essa assistência”, conta a mãe de Ryan.

No espaço, as mulheres recebem acompanhamento médico, psicológico, de enfermagem e assistentes sociais, além de outros serviços oferecidos pelas secretarias da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) e atividades extras para ocupar o tempo. A casa conta com profissionais próprios como enfermeira, técnicos de enfermagem e administradora do espaço, além dos profissionais que atuam na maternidade e prestam assistência à Casa.

De acordo com a direção do ICV, a mãe será admitida na Casa Mãe Bebê dependendo do quadro clínico do bebê e tempo de lactação da mãe. “A equipe multiprofissional do hospital e a enfermeira da Casa irão avaliar todo o quadro clínico da mãe e do recém-nascido, e caso tenhamos disponibilidade de leito, será feita a admissão na casa”, explica Lisieux Pires, diretora multiprofissional do ICV.

O espaço fica em uma área de 321,65 m², e conta com uma estrutura composta por sala de estar, refeitório, cozinha, cinco dormitórios, cinco banheiros, despensa, área de serviço, área de convivência e área administrativa.

Partos – No Instituto Cândida Vargas, são realizados aproximadamente 500 partos ao mês, filhos de usuárias de todas as partes do Estado. Referência em maternidade na Paraíba, é considerado como um dos melhores hospitais na área no Nordeste. O instituto oferece uma série de serviços às usuárias, desde o acompanhamento pré-natal de alto risco, além de trabalhar na realização de partos e diversos cuidados com a mãe e o recém-nascido. No complexo, o Banco de Leite Humano Zilda Arns ajuda crianças que necessitam de suplemento de leite

No ICV, aproximadamente 50% dos partos são de mulheres de outras cidades e regiões da Paraíba pelo fato de a maternidade ser de referência de alto risco. Como as mães muitas vezes chegam a João Pessoa sem ter onde ficar e, depois do parto, não podem retornar às suas cidades porque seus filhos permanecem internados, a Casa Mãe Bebê oferta o acolhimento necessário de forma humanizada e ainda proporciona o convívio com outras mães, recebendo toda a assistência da PMJP.

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Assessoria

Com mais de 43 anos prestados à radiofonia paraibana, o radialista Cardivando de Oliveira iniciou a carreira em plena ditadura militar. Apresentador do programa BOM DIA PARAÍBA, na rádio Sanhauá, Cardivando é dono de uma audiência invejável.Cardivando Cavalcante de Oliveira, pessoense, radialista com mais de 50 anos prestados ao radialismo paraibano, iniciou a carreira no ano de 1964, em plena ditadura militar, no bairro da Torre, como locutor da Difusora Luso-brasileira, pertencente ao radialista Manoel Alexandre.Âncora do programa BOM DIA PARAÍBA, apresentado pela rádio Sanhauá, na freqüência AM 1.280, Cardivando foi o comunicador pioneiro, a colocar o ouvinte no ar através do telefone. No seu programa, são abordados diversos temas sempre com a participação do ouvinte. Dono de um estilo singular de fazer rádio, Cardivando de Oliveira é o criador do bordão: "Tu cai daí", ora utilizado por ele, sempre que um ouvinte comete um deslize, ou exagera num determinado comentário.

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